4 anos

Ele é meu sobrinho lindo que tanto amo e, além disso, uma das figuras mais engraçadas que conheço. Sábado fomos ao shopping, sua mãe deu 20 pilas para lhe comprar um lanche. Mal chegamos e ele viu balões lindos sendo ostentados por crianças de todos os tamanhos. Quis um, claro. Explicamos que ele tinha 20 mirréis, o balão custava 15 e se ele comprasse, mal teria dinheiro para o tal do lanche (lição de economia para crianças, a gente vê por aqui). Ele quis mesmo assim. Com o dinheiro que sobrou, quis comprar um vestido de Dona Florinda para presentear a mãe e um sapato para o avô:

- Esse marrom! Porque o meu avô é marrom, né Paula?.

Precisei explicar que o dinheiro não dava pra os presentes (vida chata essa de adulto), mas não disse nada sobre seu avô não ser, de fato, marrom.

Então, ele resolveu que comeria um sanduiche igual ao do Chaves. E cadê a pessoa encontrar uma guloseima assim num shopping cheio de comidas que não falam a nossa língua?

- Breno, achei! Esse aqui tem pão, queijo e presunto, pode ser assim?

- Como é o do Chaves?

- Bom, quando o Chaves tem mais dinheiro, ele pede com queijo, quando não tem, só de presunto mesmo.

- Então eu quero só com presunto porque eu tenho pouco dinheiro, né Paula?

Todos em volta com os olhos lacrimejantes voltados para a pessoa que não pode pagar um sanduiche para a criança, hahahah.

- Não, Breno, a madrinha compra um com queijo para você.

- Não, eu quero só com presunto porque tenho pouco dinheiro.

#Lição de economia aprendida.#

Parabéns pelos seus quatro anos, Brenossauro, a cada ano que passa você fica mais delicioso!

Parto com amor

Dia desses uma amiga pediu uma dica de livro para presentear outra amiga que acabara de se descobrir grávida. Pensei, pensei, pensei e, sinceramente, não encontrei nada que eu já tivesse lido que combinasse em tudo com a minha forma de pensar sobre o que é essencial para se preparar para o parto e a chegada do bebê. Um livro aqui, outro ali… nada servia integralmente. E fiquei com isso na cabeça durante dias. E nada de encontrar o dito cujo.

Mas, se tem uma coisa que acredito é que não é você que encontra livro algum, mas eles que aparecem no momento certo. Então, um belo dia, maridón achando que eu estava saturada desse negócio de maternidade me presenteou com um livro X que, claro, precisei trocar. Fui à livraria com uma lista de títulos que eu precisava e, para a minha surpresa, nenhum deles estava disponível. Fiquei ali, em frente à prateleira, feito um poste esperando uma luz e, foi quando o vi. Foi amor à primeira vista. Assim, não teve jeito, o trouxe comigo.

Então, tá aí: o livro que, sem risco de parecer exagerada, mudaria para sempre a minha visão sobre o parto. O livro que combina com tudo o que eu já pensava e não sabia. O livro que eu indico para a amiga da minha amiga que está grávida e para todas as amigas que já são mães, as grávidas, as que vão engravidar e as que nem pensam no assunto ainda. Bobagem dizer que estou apaixonada por ele, né?

Quem tem cineasta na família, faz bonito.

1 ano de Alice, by Daniel Bianconeri.

(Obrigada pela surpresa, seu lindo! Nós amamos)

O show da virada (cultural)

Aproveitamos o fim de semana de Virada Cultural aqui em São Paulo para levar Alice ao primeiro show de seus longos 12 meses de vida: Palavra Cantada, na faixa!!

ps: Impagável a carinha que ela fez quando viu o Paulo e a Sandra no palco, ahahahahaha.

Antes do show, pausa para abastecer, já que ninguém é de ferro.

Tio é para essas coisas...

E tia também, claro!!

- Não preciso mais de colo, mamãe. Eu só precisava de ajuda para ver o palco mesmo...

Não alimente o bebê

A maternidade é um período de muitas dúvidas e também de algumas certezas, por exemplo, você pode ter certeza de que seu jeito de maternar sempre estará errado para alguém. Se você deixa a criança livre, é porque é uma mãe desleixada, se você enche de cuidados, tá criando um pequeno monstro mimado e, por aí vai. Tudo isso, na maioria dos casos, não passa, claro, de uma grande bobagem já que, de uma forma ou de outra, todas as crianças se criam e viram adultos que, por sua vez, passam a palpitar sobre o jeito alheio de maternar e assim, a vida segue. Acontece que, enquanto a cria não cresce e vira adolescente, quem decide o que ele vai ou não fazer, o que vai ou não comer, o que vai ou não vestir, é a mãe, minha gente, e ponto final. Por isso, fica registrado o apelo: não alimente o bebê alheio!!

- Olha a carinha dela, tá morrendo de vontade de comer essa coxinha.

- Não pode, nossa família é vegetariana e o bebê só tem quatro meses.

- Mas olha, ela não tira o olho do meu brigadeiro.

- Tira ela daí, dá aqui pra mim.

- Ela vai ficar com vontade…

- Há é??? Então eu posso dar um pouco da minha caipirinha para o SEU filho?? É que ele tá MORRENDO de vontade, posso dar?

- CLARO que não.

- Há vá.

- Coitada da filha da fulana, nem uma friturinha, nem um salgadinho pode comer…

- Pois é, não é? Coitada… tenho tanta dó dessa gente que tem hábitos saudáveis, que aprende a comer frutas, verduras e legumes desde cedo, que sabe que muito sal e muito açúcar não faz bem, que dó, que dó, que dó…

Mensagem para você

Alice, ontem foi seu primeiro aniversário, filha. Ano passado, uma hora dessas, papai e mamãe olhavam a sua carinha linda e se pegavam pensando o que seria da vida a partir de então, o que fariam com você. O fato é que você sempre foi tão perfeita, filha, que desde o primeiro dia nos deixou assim, um tanto quanto abobalhados. Durante as 41 semanas que você habitou a minha barriga, eu sempre soube que você era uma delícia, mas nunca, nunquinha, pude imaginar a grandiosidade que seria ter você na nossa vida. Vida? Oi? Não imagino mais a minha sem a sua.

Eu sei que mãe é cheia de corujices mas, Alice, em se tratando de você, não tem como ser de outra forma. Além de linda, perfeita e feliz, você é muito engraçada, cheia de caras e bocas. Apesar de ainda não ter dito palavra, já sabe expressar claramente o que quer e o que não quer, briga, fica brava, abraça, beija, aponta para o armário quando quer “beliscar” uma coisinha e é cheia de convicções, quando quer uma coisa… ahhh… não há quem faça você desistir dela. Na semana do aniversário você decidiu que ia andar. Afinal, que historia é essa de adentrar um ano sem poder ir para onde quer, né amor?

Na semana anterior, começou a dar seus passinhos, ia assim, da mamãe para o papai, um tanto quanto cambaleante. Agora, levanta e vai para onde quer, cheia de firmeza e de molejo, sem nem pedir permissão. Ás vezes, para driblar uma possível queda, até já leva junto uma almofada para amortecer o tombo. E os beijos e abraços??? Que delícia são os seus e você não os economiza, beija mesmo, todos (e tudo) o que vir pela frente.

Filha, nessa data tão especial, não ando cabendo em mim de tanto amor, só posso mesmo agradecer a Deus, e a você, por fazer parte das nossas vidas.

Te amamos muito, incansavelmente, cada dia mais.

Mamãe e Papai.

Silêncio, por favor

Marido trabalha ali ao lado enquanto a mãe tenta fazer a menina dormir. Não que a mãe cante mal, nem nada, mas digamos que ela, como cantora, é uma ótima cozinheira, sabe como? Acontece que a cantoria desafinada acalma a menina, então, a mãe canta…

“Para ver as meninas e nada mais nos braços, só esse amor…”

e continua…

“silêncio, por favor, enquanto esqueço um pouco a dor do peito…”.

Marido, que até pouco tempo estava com computador e impressora funcionando, se acomoda numa cadeira ao lado e espera pacientemente sei lá o quê.
- Que foi?- pergunto.
- Tô esperando.
- Esperando o quê?
- Alice dormir.
- Para… ?
- Para poder ligar a impressora de novo, ué. Você falou “silêncio, por favor”.
- [risos] Falei, mas faz parte da música, amor.
- Sei…
- É sério.
- Tá bom – encerra o papo, ainda desconfiado.

Ta aí, amor, o vídeo da música em questão (e eu, por acaso, sou lá muié de mentira???)

O mistério do 18° papel

Ps. Bom, por ser esse um blog muito honesto, ta aí logo abaixo uma foto com todos os participantes da promoção, exceto um. Um leitor mais desocupado atento verá que falta um nome aí já que os participantes totalizaram 18. Acontece que depois que gravamos o vídeo fomos ver o resultado e deixamos Alice ali, linda, brincando com os papeizinhos no chão. Foi um segundo e ela engoliu um dos nomes. Não sei se no mundo dos bebês isso é bom ou ruim, sinal de sorte ou de amor eterno, massss, devo dizer: Viviane, minha filha te comeu.

A risada mais bonita da cidade (ou olha como a mamãe continua engraçada, rs)

Ter um bebê de 11 meses em casa é…

- Passar o tempo inteiro correndo atrás de uma menina engatinhante-quase-andante que, por sua vez, passa o tempo inteiro procurando uma coisinha ou outra para se entreter (coisas essas que, na maioria das vezes, põe a sua integridade física em risco).

- Reconhecer, ainda que sem entender, a mágica que a menina consegue fazer ao sumir de um lugar e reaparecer em outro em questão de segundos (digno de deixar qualquer ilusionista do circo sei lá o quê de queixo caído).

- Amar o inventor do seriado – que certamente é um pai ou uma mãe – por conseguir fazer entretenimento de qualidade com duração igual ao tempo da soneca da menina.

- Deitar todas as noites e rezar para Deus proteja a menina e para que a mãe possa ter uma noite tranquila de sono.

-Vencida pelo cansaço, colocar a menina na sua cama e adormecer junto com ela para em seguida ser jogada pra fora da própria cama pela menina, já embalada pelo sono. Aí, com dó de levar a menina para o berço, passar a noite levando pezadas na cara para, pela manhã, abrir o olho e ver que a menina está ali, te olhando, sorrindo e fazendo carinho.

- Se no carrinho ou na cadeirinha do carro, aprender que é necessário manter o cinto de segurança sob risco de a menina levantar e ir embora. Se no colo, quem guenta? Troca de braço, dá pras amiga segurar, põe no chão sujo sob o pretexto de estar incentivando o andar.

- Ter que ser simpática com todos os estranhos já que, se eles não mexem com a menina, a menina grita, chama, sorri, dá tchauzinho, encara, faz pirueta, até a pessoa se tocar e falar com ela.

- Ser forte para levar no colo o tempo que a menina quiser (vez ou outra com ela no braço e empurrando o tal carrinho que ajudaria no transporte e agora corre risco de ser abandonado no próximo quarteirão);

- Ser forte para segurar a menina enquanto a pediatra pesa e mede e ela se debate como se estivesse sendo levado para a forca;

- Ser forte para trocar a fralda com a menina fugindo e sujando o berço inteiro de uma pasta mal-cheirosa de gente que come comida mas não sabe usar o vaso sanitário;

- Ser forte para segurar durante a vacina (tarefa que, na maioria das vezes, quem faz é o pai da menina);

- Ser forte até mesmo para inventar paciência quando ela tenta pela milésima vez arrancar o protetor da tomada e enfiá-lo goela abaixo: porque a menina entende tudo o que a gente diz mas quando não respeita o “não” não é porque está sendo malcriada, mas sim movida por uma curiosidade maior que a própria vida.

- Quase chorar quando a menina dá três passinhos (hora de emoção, hora por não saber ao certo como será a vida quando aquele projeto de gente conseguir ir para onde quiser).

- Reconhecer o choro dela no parquinho mesmo estando no oitavo andar concentradíssima no trabalho.

- Aprender diariamente, e em doses homeopáticas e crescentes, esse raio de amor que os nossos pais dizem sentir pela gente. Assim, certa noite, a menina no berço, com dificuldade de respirar com o nariz entupido. Os pais, de volta à cama pela vigésima vez em mais uma tentativa frustrada de resolver o problema da menina:

- Amor, o nariz dela não melhora, diz o pai.

- Eu sei, mas a gente vai fazer o quê?, responde a mãe já impaciente, quase vencida pelo cansaço.

- A gente não pode trocar de nariz com ela?

- E eu só tenho 11 meses, mamãe, espera só para ver daqui há alguns anos...

Quem Sou

Paula, 26 anos, jornalista por lazer e indecisa por profissão, acanhada, com tendências a graves oscilações de humor ao longo do dia, apaixonada por filmes franceses, música brasileira e livros que enlaçam nas cinco primeiras páginas. Apaixonada e feliz da vida com o mergulho na maior de suas viagens: a chegada da Alice.

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